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Só o nome é igual
Importada da China e substituindo as coreanas da extinta Ásia Motors, a Towner, famosa no Brasil na década de 90, ficou igual só no nome. Trazido pela CN Auto, o carrinho é um utilitário na melhor concepção da palavra. Embora pequena, a Towner tem um belo design, de autoria do Studio Pinifarina da Itália. Os faróis com motivos triangulares e vincos demarcando para-lamas e portas deixam o conjunto simples e moderno. Por dentro, o painel em tons de cinza claro é bem desenhado e traz velocímetro e conta-giros separados por mostradores digitais de temperatura e combustível, com luz de sinalização de cinto de segurança. O interior é bem acabado e com boa visibilidade, mas faltam opcionais, como sensor de ré e alarme de série. Os bancos têm acabamento aquém do esperado e no habitáculo há ausência total de porta objeto - uma simples gaveta na porta já ajudaria. Outro ponto é a falta de uma proteção – talvez capa plástica - sobre as presilhas de acesso ao motor, que ficam debaixo dos bancos e esquentam demais, chegando a queimar a perna se esbarrar quando o motorista está usando bermuda. À noite, as lanternas dos carros que estão à frente refletem no vidro traseiro plano, que são rebatidos no retrovisor interno, causando certo incômodo. A caçamba faz barulho quando vazia, além de ter as grades laterais um pouco baixas, limitando a altura para transporte de algumas cargas. Com apenas 4320 mm de comprimento e 1528 mm de largura, a Towner é ágil no trânsito, encontrando espaços entre os carros e com boa estabilidade em curvas. A pick-up, segundo a CN Auto, transporta cargas de até 600 Kg com alguma facilidade, graças a combinação da leveza da carroçaria (930 Kg sem ocupantes) com o pequeno, mas valente motor de menos de mil cilindradas (970 cc de 48 cv, com 35.5 KW a 5 mil rpm), que responde bem quando solicitado. O câmbio de cinco marchas tem engates curtos e precisos. O único senão fica no pedal de embreagem, posicionado na extrema esquerda junto à caixa da roda, não deixando espaço para um apoio de pé. O uso como veículo de transporte de cargas leves é ideal para trechos urbanos principalmente numa cidade como São Paulo, onde há restrição de circulação de caminhões. Durante os testes pudemos observar alguns exemplares nas ruas carregando vidros, botijões de gás, galões de água mineral e engradados de refrigerantes com tranqüilidade. |